publicado em 12/09/2018 às 15h13
Quase 40 mil candidatos na 2ª fase do XXVI Exame de Ordem

Sempre que me perguntam sobre o grau de dificuldade de uma edição do Exame de Ordem eu tenho duas percepções claras sobre como classificar uma prova.

Uma é a visão geral das redes sociais, carregadas de informações e, claro, muito subjetivismo.

A outra são as estatísticas. Naturalmente frias e sem subjetivismo algum: pura matemática.

Há anos, claro, fico com as estatísticas, exatamente em função da exclusão de quaisquer subjetivismos.

Pois bem!

Nessa prova (dados exclusivos do Blog) tivemos aproximadamente 124 mil inscritos (não tenho o número exato, mas dá para trabalhar com isso), sendo que destes, com a publicação da lista de aprovados da 1ª fase, 30.884 foram aprovados, o que dá um percentual de 24,90% de aprovação.

Com os 8.300 candidatos oriundos da repescagem o total de examinandos que farão a prova do domingo é de 39.284.

Na prova passada, do XXV, foram 53.728 candidatos que fizeram a 2ª fase, um número maior do que a prova passada em função dos candidatos que vieram da repescagem anterior.

No XXV foram 27.291 candidatos aprovados, com 50,79% de aprovação.

Ou seja: a 2ª fase do XXVI tem tudo para ser MELHOR do que a última 2ª fase, considerando que estatisticamente a quantidade de candidatos neste momento é menor.

Não é, claro, algo que possa ser afirmado com certeza, mas a perspectiva é animadora.

Já faz um tempo que quantidade de candidatos e graud e dificuldade não andam juntos. E quando falo em "um tempo" digo já alguns anos, ao menos 5 anos. A partir do XXIII Exame de Ordem, uma edição paradigmática, a OAB perdeu o medo de reprovar muito ou de fazer concessões para manter uma certa integridade da imagem da prova.

A última vez que a banca foi benevolente foi no XXI, quando a reprovação na 1ª fase não só fez a banca anular duas questões de ofício como também simplificou bastante os espelhos das provas. No XXIII tudo isso acabou, com a pior prova de todos os tempos e também com nenhuma anulação,a fora uma 2ª fase "normal" dentro dos padrões do Exame.

De toda forma, ao menos dá para apostar que não vai vir nenhuma bizarrice da FGV, nenhuma prova retirada de um saco de maldades, o que já é um bom alento!