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publicado em 29/01/2019 às 17h25
O resultado do simulado e o ajuste na preparação para a OAB

Na última sexta-feira lançamos o 3º Simulado para a prova do XXVIII Exame de Ordem! Foi um lançamento excepcional em função da mudança do calendário do Exame, o que surpreendeu a todos.

Estamos em um momento importante para vocês darem início ao processo de avaliação das próprias capacidades faltando 48 dias para a prova objetiva da OAB.

Ainda é possível fazer o simulado: Simulado para o XXVIII Exame de Ordem

Sim, faltam MENOS de 2 meses para a prova, e o "azeitamento" da máquina começa de agora, e começa por uma série de bons motivos.

O primeiro é que as deficiências começam a ser percebidas, e isso é muito importante, pois o candidato pode atacá-las e debelá-las, melhorando as perspectivas para a prova.

Depois, e disso vocês sabem bem, quem vai treinando para a prova no sistema de simulado trabalha simultaneamente o emocional. Isso é fundamental na hora da verdade.

Com o resultado na mão, vem a pergunta essencial: como estudar a partir de agora?

Aqui trabalharemos um conceito criado por mim para a OAB: o conceito de estratégia de estudos para a OAB.

Isso era relativamente compreensível, pois a estratégia aplicada aos concursos públicos já era difundida. Trazê-la para o Exame de Ordem era algo natural.

O ponto é simples: com o uso de uma ESTRATÉGIA o candidato identifica fraquezas, pode combatê-las e incrementa a sua capacidade futura de fazer uma PROVA melhor!

Como estabelecer com relativo grau de segurança a certeza de que a aprovação virá na próxima prova?

A resposta imediata e óbvia é uma só: senta a bunda na cadeira e estuda. Bem....se fosse simples assim a reprovação seria exceção e não regra! "Sentar a bunda na cadeira" é uma ideia condensada de todo o necessário para um candidato lograr seus objetivos. Analisando-se a arte de estudar poderemos ver uma série de desdobramentos daquilo que chamam de "sentar a bunda na cadeira".

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O foco está em identificar as razões do insucesso em uma prova. Geralmente eu publicava este texto próximo da prova da 2ª fase, mas me convenci de que o acompanhamento do desempenho deve ser algo constante. E deve não só por mostrar os pontos fracos do candidato como também em razão do que se tornou a prova da OAB: uma máquina de moer.

A ideia deste texto é ajudar no processo de identificação de deficiências e, paralelamente, servir de guia para o examinando definir com precisão o conteúdo a ser estudado.

É especialmente útil para candidatos que já reprovaram mais de uma vez, assim como também a proposta é perfeitamente válida para quem vai entrar no jogo agora.

E como nasceu o conceito de diagnóstico para o Exame de Ordem?

Robert McNamara - Ex-Secretário de Defesa dos EUA (1961-68)

A ideia por detrás desse tipo de análise nasceu depois que me lembrei de um documentário sobre o ex-Secretário de Defesa norte-americano, Robert McNamara: The Fog Of War 

Antes de ser executivo da Ford e Secretário de Defesa em várias administrações nos Estados Unidos, McNamara trabalhou como estatístico no Departamento de Defesa americano. Durante os bombardeios no Japão, no auge da 2ª Guerra Mundial, McNamara descobriu uma proporção entre a altura de voo dos bombardeiros e a eficiência de destruição dos alvos.

Ele mostrou sua descoberta para seu General-Comandante e este determinou um drástica redução na altura de voo dos bombardeios. Seu objetivo era aumentar a eficiência da destruição.

Após algumas operações, um dos pilotos perguntou quem havia sido o idiota que teve esta ideia, pois um de seus companheiros havia sido alvejado e morto em combate, assim como muitos outros. O General respondeu:

"Este é o risco do soldado. Veja agora o quanto nós aumentamos a eficiência na destruição do inimigo. Isso reduzirá o tempo de guerra e assim, ao fim, menos dos nossos morrerão."

Ou seja: um aumento no risco aumentou a eficiência e o resultado final pôde ser alcançado com uma maior brevidade. Bom, não estou contando aqui o efeito das duas bombas atômicas, mas os bombardeios convencionais mataram muito mais japoneses do que os bombardeios de Hiroxima e Nagazaki juntos.

A questão de fundo, e é o que nos interessa, está relacionada com a TOMADA de decisão com base no descortinamento dos fatos, dos métodos e de seus resultados.

O general tomou uma decisão estribado em informações e conseguiu aumentar drasticamente a eficiência dos bombardeios. A proposta aqui é vocês, examinandos, determinarem o rumo dos estudos com base em uma LEITURA do desempenho REAL de vocês antes, bem antes da prova.

Tomando ciência de uma baliza correta, o examinando não desperdiça seu tempo nos estudos e não foca naquilo que não irá lhe agregar muito valor durante o processo de aprendizagem.

1 - DIAGNÓSTICO ESTATÍSTICO

Por que o candidato sempre fica no zona limítrofe, acertando 37, 38 ou 39 pontos?

Aqui queremos descobrir a AMPLITUDE do potencial do candidato diante a prova da OAB. E analisar seu desempenho no simulado da OAB é fundamental neste processo.

Esse tipo de abordagem tem uma importância muito, mas muito grande dentro do processo de preparação. Ao tomar conhecimento de uma baliza correta o examinando não desperdiça seu tempo nos estudos. E também não foca naquilo que não irá lhe agregar muito valor durante o processo de aprendizagem.

A vantagem e os benefícios da análise de desempenho no simulado da OAB são incomparáveis.

Certamente o candidato tem um desempenho melhor em algumas disciplinas, e em outras vai mal.

Sem uma clara noção de suas virtudes e deficiências a dificuldade em se buscar soluções é imensa.

Pior, seus esforços serão direcionados na base do empirismo e do achismo: "acho isso", "devo fazer aquilo", sem um fundamento claro do que ser feito. Assim o examinando perde tempo e foco, a receita correta para colher uma reprovação.

Se você já fez 3, 4 ou 5 provas certamente terá um mar de dados para traçar seu desempenho estatístico por disciplina, e assim obter um diagnóstico de desempenho. Se não fez, está começando o jogo agora, poderá fazer simulados ou provas anteriores e colher os dados de desempenho no simulado da OAB já feito anteriormente.

Como montar o diagnóstico?

Após fazer nosso simulado, o candidato precisa categorizar as disciplinas por ordem de IMPORTÂNCIA (a ordem de importância é determinada pelo número de questões cobradas em cada disciplina):

Eu sugiro que, além de simulados, outras provas sejam feitas. O ideal, pelo menos, é resolver duas provas bem difíceis. Assim o real desempenho no simulado da OAB e em provas passadas será mais claro.

Curiosamente, a última prova e a antepenúltima se enquadram naquilo que consideramos como difícil:

XXIII

Prova

Gabarito

XXV 

Prova

Gabarito

E a prova do XXIII, especialmente, eu considero como a pior prova de todos os tempos.

Em cada prova (e no simulado) o candidato terá de determinar os percentuais atingidos em cada disciplina. Pode parecer um trabalhinho muito chato  mas ele é fundamental para estabelecer o processo de autoconhecimento.

Não o despreze!

É impossível achar uma solução sem antes identificar o problema. O preço a pagar até finalmente achar a aprovação pode ser caro demais (já vem sendo caro demais, não é?).

Desempenho no simulado da OAB: um exemplo! Em uma determinada disciplina, nas últimas provas, foram cobradas 7 questões. Vamos fazer uma análise hipotética do desempenho de um também hipotético candidato nas últimas provas:

XXI Unificado - 7 questões / 3 acertos - 43% de aproveitamento

XXIII Unificado - 7 questões / 4 acertos - 57% de aproveitamento

XXV Unificado - 7 questões / 2 acertos - 28% de aproveitamento

Média percentual total de acertos - 42%


Isso deve ser feito com todas as disciplinas em algumas provas passadas.

(NOTA: é fácil fazer um cálculo percentual. Considerem, por exemplo, que 8 (ou 6, ou 3 ou qualquer outro número)  representa 100%. A partir daí faça uma regra de 3 simples: se 8 é igual a 100% (das questões de determinada disciplina em uma prova, X (que representa o número de acertos) é igual a Y (o percentual de acertos daquela disciplina percentualmente)

8 - 100%

X - Y%

Pode parecer preciosismo meu "ensinar" a fazer uma regra de três aqui, mas é só para ajudá-los)

Ao concluir o trabalho, prova por prova, o candidato terá um quadro do seu desempenho no simulado da OAB, e também informações muito úteis para iniciar uma reflexão.

Aqui podemos constatar duas coisas:

1 - As disciplinas cujo desempenho é sempre ruim, ou seja, estão sempre abaixo dos 50% de acertos, tal como no exemplo acima;

2 - As disciplinas em que vocês se julgam bons, mas não são.

Desempenho no simulado da OAB de um modo relativamente conclusivo.
Essa descoberta, essencial como fator de autoconhecimento, permite a escolha do caminho para a adoção da solução mais adequada.

E qual seria ela?

2 - ESTUDANDO

Feito a análise de desempenho no simulado da OAB, como estudar as disciplinas eleitas a partir de agora?

Vou repetir aqui a fórmula de estudo que costumo recomendar. Lembrem-se que o estudo é um processo global, exigindo uma série de etapas para o candidato efetivamente ficar preparado.

O estudo para o Exame de Ordem pode ser estruturado da seguinte forma, sem no entanto pretender excluir nenhum outro ou considerar este como o melhor.

São 3 os pontos:

1 - Leitura da doutrina (específica para o Exame) ou acompanhamento de uma aula acompanhado da leitura SIMULTÂNEA ou logo POSTERIOR da legislação correlata. Isso na medida da evolução da leitura ou aula. Trata-se de uma imensa vantagem em termos de estudo que a aula presencial ou satelitária não podem acompanhar). Aqui o candidato estabelece os vínculos entre os conceitos, as teorias e a norma;

2 - Elaboração pequenos resumos ao término de cada tópico do livro que está sendo estudado. A elaboração de resumos, feitos DE CABEÇA, não só ajuda a delimitar o que não foi apreendido com a leitura inicial como é uma importantíssima etapa de fixação do conteúdo. Se você lembra, o conteúdo, ao menos naquele momento está fixado;

3 - Revisão do conteúdo estudado, de preferência, logo após esgotar a doutrina da disciplina escolhida. Essa medida atende à preocupação em se avançar no estudo do conteúdo sem perder a informações previamente estudadas. Ou seja, avançar nos estudos sem esquecer o que ficou para trás. É uma ação basilar.

Todo estudante almeja a chamada "memória profunda", ou a fixação definitiva de uma informação em sua memória. Tal processo não acontece por milagre, uso de técnicas mirabolantes ou sistemas mágicos. É preciso ler, compreender, reforçar o conteúdo e disponibilizá-lo com constância. Seja dando aulas (para si mesmo até), elaborando resumos sem efetuar nenhuma consulta ou resolvendo exercícios.

A revisão tem o fito de evocar um conteúdo anteriormente estudado e reforçar a fixação deste no cérebro.

4 - A resolução de exercícios é a última etapa desse processo, e ela é FUNDAMENTAL. Primeiro porque ela se enquadra como um processo ao mesmo tempo de revisão do conteúdo, de desafio ao raciocínio, em razão da adaptação do conhecimento a um problema hipotético, ajudando no desembaraço mental, como também representa uma etapa de adaptação ao sistema de enunciado da banca. e tal adaptação é VITAL!

Note que o processo de estudo não pode ser trabalhado de forma estanque. Você deve se inteirar da doutrina, confrontá-la com a lei, elaborar resumos e resolver exercícios. Essas etapas, distintas entre si, mas consideradas como um processo global, certamente produzirão ótimos resultados como método de aprendizagem.

Mas esse é um processo metodológico meu, e creio que ele seja efetivo. Apesar disto, não quer dizer que outros processos sejam descartáveis ou mesmo o processo aqui apontado não seja efetivo. Existem várias formas de aprendizado e vários perfis individuais de aprendizagem. Ou seja: não há fórmula pronta e acabada de estudos, que seja abrangente e universal.

Ter ciência de que existem várias formas de estudos é importante para se traçar a melhor estratégia de estudos. De toda forma, creio que a adoção de um método, seja ele qual for, é indispensável.

Todo este processo exigirá muito do examinando, e pode ser (será) bem desgastante. A perspectiva de ter de rever tudo novamente é algo desestimulante. Mas também, por outro lado,deve servir para o candidato reafirmar a si mesmo suas próprias convicções e sua visão sobre o próprio futuro.

É sim dolorido e complicado, mas também os frutos deste processo perdurarão por muito tempo. Essa é a lógica da vida e não devemos nos furtar a ela.



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