publicado em 16/11/2018 às 15h45
NÃO troque de alternativa após a primeira escolha na prova objetiva

Um drama que acomete 10 entre 10 examinandos e concurseiros: a dúvida entre duas alternativas.

Pior!

O candidato está fazendo a prova e se depara com duas alternativas que o colocam em dúvida: algo normal.

Ele faz a sua escolha e prossegue. Até aí tudo bem.

Depois, na hora de passar o gabarito para a folha de resposta, ele retoma a análise da questão e resolve trocar o gabarito.

E aí surge o problema: em regra essa troca faz o candidato errar a questão. Ele age imaginando estar fazendo a coisa certa, mas na verdade ele está se sabotando.

Por quê?

Lidar com esse assunto não é algo novo aqui no Blog. Aliás, fui o primeiro a tratar disto pensando no Exame de Ordem. E o fiz por não só eu mesmo pagar o preço na prática como também por ver centenas e centenas de reclamações no mesmo sentido.

Estratégia para a prova objetiva do XXVII Exame de Ordem

Reduzindo em até 50% a chance de erro em uma questão da OAB

A recomendação, portanto, é uma só: após fazer sua escolha, NÃO troque de alternativa caso depois fique com dúvida! Pague para ver e fique com a PRIMEIRA escolha!

Mas por que isso acontece?

No Exame passado eu palestrei em Goiânia sobre a estratégia de resolução da prova objetiva e tratei deste tema. Uma das alunas, uma senhora, ao fim do evento, me chamou e deu uma explicação: segundo ela, há um estudo de um pesquisador de Harvard que atribui esse processo ao subconsciente. A mente reconhece a resposta correta porque a dúvida é derivada de uma lembrança vaga da informação. A escolha deriva, por assim dizer, da intuição, mas a intuição é resultado da ação do inconsciente.

Todas as questões de Ética da OAB separadas por TÓPICOS

Depois o candidato racionaliza o processo e tende a refutar a escolha do subconsciente, escolhendo a alternativa errada.

A escolha primária, na verdade, é instintiva, e o instinto nada mais é do que o afloramento - subconsciente - da informação que um dia foi estudada mas no momento não é lembrada.

Não ocorre esse processo quando a memória profunda é formada, mas ocorre, exatamente, em questões cujo conteúdo foi estudado mas não está assim tão sedimentado na cabeça.

Trata-se de uma explicação racional - a primeira que tomo conhecimento - mas não quer dizer que seja absolutamente verdade. É, ao menos, crível.

Todavia, independentemente da causa, trocar de alternativa efetivamente gera prejuízos aos que fazem isto. Trata-se não só de uma observação pessoal como também dos comentários de muitos candidatos.

Ficam então a dica para o dia da prova: confie no instinto, e não troque a resposta depois de fazer a escolha.