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publicado em 20/12/2018 às 17h17
A sina dos 39 pontos na 1ª fase da OAB

Depois do resultado final da 1ª fase fiz uma "live" pelo instagram e uma candidata, durante a transmissão, fez uma revelação comum, que ocorre a cada edição: ela estava reprovando pela 2 vez fazendo sempre a mesma nota: 39 pontos.

Comentei com ela: "Quando você reprovou a 1ª vez, estudou QUATRO meses e fez 39 pontos. Quando reprovou a 2ª vez, estudou por OITO meses e tirou 39 pontos."

Nem preciso dizer que algo está errado. Fundamentalmente errado.

Fazer a prova por 2 vezes significa dizer que se está estudando para a OAB por pelo menos 8 meses. A manutenção da nota - 39 pontos - em 2 edições diferentes significa dizer que a candidata NÃO consegue assimilar novos conteúdos, ou, assimila informações novas mas esquece outras.

Não é normal, por assim dizer, manter o mesmo desempenho ao longo de duas edições. Nem é preciso comentar os casos em que o candidatos já passou da quinta tentativa ou mais...muito mais.

Ou seja: é nítido que existe um problema metodológico na forma como ela estuda.

Vencer essa limitação, evidentemente, é fundamental para a aprovação, e o trabalho para isso deve começar o quanto antes. 

Alguns elementos-chave potencializam a manutenção deste tipo de desempenho, como a perda de rumo (direcionamento de como estudar), pressão familiar (parentes no geral) e o nervosismo, que sõa componetes aptos a atrapalhar a evolução na assimilação do conteúdo.

O que fazer de agora em diante?

1 - Sobre a limitação de desempenho 

Muitos, mas muitos candidatos vivem batendo na trave na 1ª fase. Parece até um carma, uma espécie de "encosto" intelectual, e, evidentemente, é algo extremamente frustrante.

1º Simulado para o XXVIII Exame de Ordem

Cronograma de Estudos para a 1ª fase do XXVIII Exame de Ordem

Por óbvio, a manutenção de uma média de pontos na chamada "zona limítrofe de aprovação" (35-39 pontos) deriva, essencialmente, de uma capacidade em se absorver um volume maior de conteúdo que impulsione o candidato para a zona de aprovação (40), e essa permanência na zona limítrofe geralmente tem uma razão simples de ser: o candidato NÃO muda sua metodologia de estudos.

Quem espera resultados diferentes usando o mesmo método incorre em grave erro! É preciso saber e querer mudar quando a resposta não satisfaz!

O Exame de Ordem já mudou! Vocês estão acompanhando?

E agora, faltando pouco para a próxima prova, o que fazer? A solução tem de ser emergencial para um problema imediato. O lapso temporal de hoje até o dia da prova é bem curto, de pouco menos de 3 semanas.

 

2) Identifique as disciplinas em que o desempenho é RUIM!

Não adianta bater em prego que já foi martelado! É preciso bater nos pregos que ainda não entraram na cabeça. As disciplinas em que o desempenho é RUIM precisam de um upgrade no desempenho!

3) Resolva MUITOS exercícios das disciplinas com um desempenho ruim e aprenda com os erros!

Sim, vocês vão resolver muitos exercícios das disciplinas em que o desempenho não é bom e vai, evidentemente, errar bastante.

Aprendam com os erros! Verifiquem porque cada erro aconteceu e como saná-lo!

Provas anteriores do Exame de Ordem

Confiram também o curso completo de Teoria e Questões, com Orientação Individualizada de Estudos, do Jus21:

"Fiz 39 pontos nas 3 últimas provas da OAB: como fugir dessa sina?"

Projeto XXVIII Exame de Ordem

4) Foco absoluto em Ética Profissional

Essa disciplina - Ética Profissional -  é importante porque representa 8 questões em 80, ou seja, é 20% das questões necessárias para a aprovação (8 em 40).

Acertar 20% do necessário é FUNDAMENTAL!

Quem fica na zona limítrofe tem a OBRIGAÇÃO de acertar as 8 questões!

2 - Sobre o medo da prova e o nervosismo

Por pior que seja a prova, candidato algum pode pensar em fazê-la já projetando hipotética derrota.

Isso é péssimo para o emocional.

NÃO existe fórmula, mantra, oração, esquema, artifício ou sei-lá qualquer outra coisa apta a controlar um estado de espírito. Ou o candidato está realmente preparado e sabe disso, indo para a prova confiante e seguro, ou simplesmente, em maior ou menor grau, vai sentir a pressão pelo resultado positivo.

Primeiro ponto: ACEITEM o medo. Vocês são feitos de carne e osso e não de aço.

Ou seja: ter medo é normal.

Segundo ponto: se vocês terminaram o curso de Direito e estão estudando para a prova poderão, por mais inacreditável que pareça ser, serem aprovados.

Se vocês são candidatos é possível conseguir a carteira da OAB. Tanto para vocês como para qualquer outro candidato, pois o Exame é difícil mas não é impossível.

Esse é o ponto!!

E se assim é, temperem o natural medo com um pouco de confiança em si mesmo, na sua inteligência e capacidade.

Acrescente uma pitada de esperança também!

E medo ou não, a prova é inevitável, e se é inevitável, relaxe, vocês terão de fazê-la. Cedo ou tarde, se quiser advogar, terão de fazê-la. E lembrem-se: as derrotas anteriores têm uma causa. E atacar a causa vai inexoravelmente fazer o desempenho melhorar (vocês leram o 1º tópico, é claro!)

Munam-se de esperança, pois ela EXISTE!

3 - Sobre a pressão familiar 

"Você tem de passar" não é só o resultado de uma pressão interna, derivado dos receios do próprio examinando. "Você tem de passar" também é uma imposição que vem de fora, e na maior parte da vezes, de dentro de casa.

Pior!

Não é só ter de passar. É se dedicar a isto e ainda ser criticado. O "mas você só estuda" parece uma acusação, uma declaração de que o estudante é uma espécie de vagabundo inútil indisposto ao trabalho.

E ouvir isso dói.

Não se iludam: a pressão de dentro de casa é comum para muita gente. Tanto examinandos quanto concurseiros sofrem com essa estigmatização. Entre os examinandos, em especial, quando as reprovações se acumulam, a descrença entre os familiares pesa ainda mais.

Sei de histórias de verdadeiras opressões, massacres emocionais sobre quem já está encurralado pelas circunstâncias.

E o que fazer nestes casos, quando a adversidade vem de dentro de casa?

Uma solução real, de ordem prática, é bem difícil de apresentar. Em especial quando se trata de uma relação familiar. Conversar, explicar e mostrar causas e razões não são tarefas simples, em especial com quem é do convívio diário. Não existe uma fórmula única para uma multiplicidade de distintas relações familiares.

Sobre cada um de vocês existe um sonho, uma expectativa de terceiros, em especial dos pais. Qual pai não quer ver o sucesso do filho? E quando esse sucesso não vem na hora certa? O sofrimento, curiosamente, não é só do examinando, também é do pai e da mãe, e muitas vezes a única forma que eles têm de extravasar a própria ansiedade é na cobrança por resultados.

Isso é normal, claro! Mas pode ir um pouco além do normal, e a frustração pode desencadear uma cobrança exagerada, cujo resultado pode ser, ao invés de mais dedicação, uma ansiedade extremada, reflexo da incapacidade de atender aos anseios dos pais na hora certa. E a hora certa é a hora deles.

E o que é ansiedade, afinal de contas?

A ansiedade é uma das emoções mais perturbadoras que existem, também chamada de medo ou nervosismo. Ele é o resultado de acontecimento importantes na vida da pessoa, sejam eles negativos ou positivos. No nosso caso, ela seria resultante de uma experiência difícil (o relacionamento familiar e a cobrança) derivada de uma adversidade na vida: a dificuldade em ser aprovado na OAB.

Não se trata só de uma condição emocional. A ansiedade pode desencadear alterações físicas, comportamentais e até mesmo cognitivas. Esse impacto no organismo possuiu um termo médico específico - respostas de ansiedade - podendo gerar alterações diversas no comportamento, como o instinto de luta ou a paralisa, a inação.

A ansiedade gerar uma percepção interessante: a de que se está em perigo, sob ameaça, vulnerável em um determinado momento.

Existem uma série de ameaças que desencadeiam a resposta "ansiedade". No caso da pressão familiar por conta da aprovação, a ameaça é classificada como "ameaça social", derivada da percepção de que a pessoa está sendo rejeitada, humilhada, envergonhada ou criticada.

Cada organismo, evidentemente, reage de uma determinada maneira quando se encontra em um estado de ansiedade, mas é um fato de que o desempenho nos estudos é diretamente atingido diante de um quadro desse.

O quadro pode inclusive evoluir para uma série distintas de transtornos de ansiedade, que é um quadro clínico sério.

Algumas famílias cobram pelos resultados para dar uma "satisfação" a sociedade em razão dos 5 anos de curso, o bom desempenho na faculdade durante este tempo, ignorando que tal pressão tem um imenso potencial de gerar o efeito contrário, prejudicando o examinando.

A questão é séria, não é fácil de lidar com ela e não é brincadeira ou frescura.

Uma forma de lidar com isso é aproveitar a pressão para se entregar ainda mais aos objetivos. Fazer da pressão, se possível, um estímulo.

Esta é uma alternativa.

O auxílio médico também pode ser necessário, caso haja a percepção de que o emocional está tão desgastado que uma solução não pode ser encontrada sozinha.

Uma alternativa que pode ser adotada é o estudo fora de casa, em uma biblioteca, na faculdade ou na casa de amigos. Ao menos pelo lapso de tempo em que se está estudando, considerando que o ambiente de estudo é estranho ao ambiente familiar, onde a pressão é mais perceptível, a mente pode se concentrar no objetivo - o estudo - e deixar em segundo plano as preocupações.

Não é exatamente a melhor solução, pois se trata de uma fuga, mas serve de paliativo e pode ser útil até o objetivo ser atingido.

E, claro, e de preferência, uma conversa franca e aberta sobre o contexto pessoal com os pais representa a melhor solução.

E aqui é preciso um pouco de coragem...

Sei da história de uma menina que os seus pais, em especial a mãe, eram verdadeiros IMBECIS. E eram porque, para eles, a percepção de sucesso da filha estava diretamente ligada a percepção de sucesso dos filhos de outras pessoas, na mesma idade. Eles estabeleciam uma comparação entre as reprovações da filha na prova e o sucesso dos filhos dos outros, estabelecendo uma espécie de "competição social". eles, os pais, se sentiam inferiorizados na cidade deles porque ela, a filha, não tinha o mesmo sucesso que os filhos dos outros.

E a pressão, meus caros, era tremenda.

Aqui o ponto importante: geralmente a pressão deriva da expectativa dos próprios pais, e não do desejo deles em ver o sucesso de seus filhos em função da perspectiva dos próprios filhos. Os pais projetam nos filhos suas próprias expectativas, e isso não é, nem um pouco, algo legal.

Para mim essa é a mola para muitos casos de intensa pressão familiar e seus desdobramentos na ansiedade dos candidatos.

Vocês fazem o Exame de Ordem por vocês mesmos, e não por mais ninguém, incluindo aí os próprios pais.

Ponto!

Deixar isso claro para os próprios pais pode ajudar a mitigar o problema, se bem que, dependendo da família, essa pode ser uma tarefa bem desgastante.

Se serve de consolo, esta é uma realidade compartilhada por muitas, mas muitas pessoas mesmo.

Enfrentem isso com sinceridade e de frente.



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