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publicado em 27/12/2018 às 13h05
A irresponsabilidade do MEC: 313 novos cursos de direito e 43 mil vagas em 2018

Qual é a racionalidade de um sistema educacional gerido por quem não se importa com o mercado? 

O MEC age como se a educação fosse um fim em si mesmo, sem prestar atenção ao que acontece com o mundo real, para onde os formados são preparados e destinados.

E age, sem e menor dúvida, atendendo EXCLUSIVAMENTE o interesse do empresariado da educação, cuja preocupação é exclusivamente destinada ao próprio lucro.

O ensino privado no Brasil, majoritariamente, não está centrado na qualidade, e sim no volume, alimentado pelo FIES e cujo propósito é o de o entregar um diploma, e não o de entregar uma formação consistente e sólida.

Fábricas de diplomas descompromissadas com a educação. E não, não se trata de retórica vazia: o ensino superior privado no Brasil é trágico.

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Na área jurídica, já extremamente saturada, o MEC age como se o país tivesse um déficit imenso de vagas e instituições, e não como se tivéssemos o maior número de faculdades de Direito do mundo.

Neste ano o Ministério autorizou a abertura de 313 novos cursos, o que representou mais 43 mil vagas não só nas novas instituições como também em outras já em funcionamento.

Chegamos então a marca de 1.531 faculdades de Direito hoje.

Vejam a evolução da quantidade de faculdades, com dados obtidos no Educação Jurídica de A a Z:

Não há mercado para tantos novos profissionais: isso é um fato.

Hoje, sem ainda termos o impacto de tantas novas vagas, a advocacia já se encontra saturada. Em mais 5 anos, quando estes novos profissionais chegarem ao mercado, a situação se tornará caótica.

Hoje, dia 27/12/2018, existem 1.119.290 advogados inscritos regularmente nos quadros da OAB. Praticamente 119 mil advogados em apenas 2 anos, o que é algo desproporcional se comparado com a demanda.

Depois alguns aí têm a coragem de querer acabar com o Exame de Ordem.

Seria o caos.

Vamos ver se em 2019 esse descalabro acaba.

Ou isso ou o colapso.



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