BLOG EXAME DE ORDEM

por MAURÍCIO GIESELER

publicado em 17/10/2016 às 11h10
A aprovação na OAB e o futuro profissional: como projetar o início da carreira?

É muito comum ver os examinandos recém-aprovados no Exame da OAB fazerem a seguinte pergunta: o que eu faço da minha vida agora?

Antes, e por muito tempo, a pressão sempre foi a de chegar lá, ser aprovado na OAB e se tornar advogado. Agora essa pressão, da noite para o dia, desapareceu. O primeiro sintoma é de alívio, depois, suave apreensão.

Mais alguns meses e a suave apreensão vira pressão de verdade. A verdade do mercado de trabalho chega com tudo e a vida "de gente grande" cobra seu preço.

Talvez a obtenção do primeiro emprego na área gere um alívio, pois afinal se está trabalhando, mas os baixos salários ou mesmo o tipo do serviço desempenhado começam a gerar frustrações.

Para estes há sempre um problema cuja raiz é compartilhada: falta de planejamento.

A vida obedece a uma constante: causa e efeito.

Se vocês não planejarem não irão chegar a lugar algum. Ou melhor, o futuro inexoravelmente irá chegar, mas ele nunca será como o pretendido.

Como então, saindo o zero, estruturar a carreira?

Vamos tentar sistematizar as ideias para que elas sejam implementadas com o máximo de eficiência possível.

Regra nº 1: escolha a sua praia - concursos públicos ou iniciativa privada?

Aqui a lógica é a de determinar o foco para se atingir o objetivo pretendido. E essa escolha é a primeira a ser feita pois todas as demais derivaram dela.

Vocês querem advogar ou querem ser servidores públicos?

Não raro muitos que começam advogando ficam frustrados e partem para os concursos públicos. Não raro também, quem tenta a sorte em concursos não consegue a aprovação e passam a tentar a sorte na advocacia. Ambos perderam tempo...

A definição, que precisa ser muito clara, precisa passar por um filtro prévio composto por 3 elementos basilares: vocação, mercado e condições pessoais.

Vocação

Advogar exige, sem dúvida, gostar desse tipo de serviço. Ou seja, gostar de demandar e todas as suas características: ralar a barriga nos balcões das varas, lidar com as ansiedades dos clientes, suportar as injustiças de magistrados, dominar a arte da retórica, negociar valores, fazer sustentações orais, se relacionar com as mais diferentes pessoas o tempo inteiro e por aí vai.

É preciso gostar disto para ter a certeza de que a advocacia está fluindo pelas veias. O advogado é um profissional da sociedade, da coletividade, da interação. Por este meio o advogado estabelece sua rede de relações e constrói aos poucos sua carreira.

Mas isto deriva de um perfil! Há quem não consegue seguir esta linha. Pessoas menos interativas, mais fechadas ou sem paciência para este tipo de jogo social pode escolher um outro caminho: o dos concursos públicos.

Só concursos públicos? Não necessariamente! Advogar envolve também atividades só de consultoria, ou só a elaboração de pareceres, ou mesmo atividades menos interativas dependendo da configuração do trabalho ou da divisão de trabalho com os sócios, sendo que uns fazem as relações públicas e outros carregam piano.

Os concursos públicos também exigem um perfil, o da pessoa focada, disciplinada e, acima de tudo comprometida com essa "aventura", pois não há garantia nenhuma de sucesso caso a empreitada seja abraçada.

Aqui temos um ponto em comum: nos dois casos é preciso desenvolver uma boa dose de resiliência emocional, pois o sucesso vem a conta-gotas.

No mundo dos concursos é mais rápido, de dois a quatro anos. Na advocacia, a partir dos 5 anos, isso se o profissional tiver um perfil empreendedor.

Não é fácil e muitos ficam pelo caminho, em uma espécie de limbo profissional, mal remunerados ou, o que é pior, exercendo atividades sem correlação com o Direito.

Em suma: é preciso ser vocacionado!

Mercado

Costumo escrever com relativa constância sobre as condições atuais do mercado da advocacia, mas não é esse o foco agora.

O foco é: em qual praça de combate vocês vão se aventurar?

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Eu explico!

Vamos supor que vocês anseiem advogar na área criminal. É um campo verdadeiramente apaixonante!

Mas...quantos criminalistas existem hoje no Brasil? Não sei, mas tenho certeza que o Direito Penal, mercado tão antigo como maduro, não é nenhum campo inóspito e virgem a ser desbravado. Quem escolher essa praia certamente encontrará toda uma fauna marinha devidamente adaptada, cheia de tubarões, barracudas e moreias no mercado: são os medalhões.

Além deles encontrará também toda a sorte de outros peixes competindo pelo mercado.

O mesmo podemos dizer do Direito do Trabalho, Direito Civil, Administrativo e Constitucional, só para citar uns poucos.

Por outro lado, na praia do Direito Digital o ecossistema ainda encontra baixa ocupação, apenas um ou dois tubarões e algumas sardinhas.

Talvez, quem sabe, o Direito Médico, uma praia mais isolada mas que tende a ficar mais movimentada, pois o MEC ter autorizado a abertura de muitas faculdades de medicina, cujos preços exorbitantes atraem os abonados, mas não necessariamente os mais capacitados. Erros médicos em profusão são bem previsíveis para os próximos 5/10 anos.

A questão é: é preciso ter uma visão bem mais abrangente da realidade para enxergar espaços onde outros não conseguem ver nada. Isso demanda uma boa dose de leitura, muita conversa e um olho apurado.

Sugiro a leitura do post abaixo: vai expandir um pouco mais este mesmo conceito:

"Se eu pudesse voltar atrás não teria feito o Exame de Ordem"

Para os concurseiros o conceito é um pouco diferente.

As praias não são assim tão desconhecidas ou inóspitas, e nem podem ser, e a fauna aquática se renova rapidamente, pois os tubarões tendem a ser pescados pelo barco da aprovação, liberando espaço para as sardinhas poderem crescer e se transformarem em tubarões também.

Tudo uma questão de tempo...

Aqui, diferentemente da advocacia, o raciocínio precisa tangenciar não as condições do mercado, mas sim as potencialidades do concurseiro em si. Ninguém sonha em ser concurseiro (até porque ser concurseiro, em que pese a relação direta com trabalho e esforço intelectual, não é emprego e ninguém o quer ser por muito tempo) como também nunca vi alguém dizer quando criança que gostaria de ser técnico ou analista judiciário, por exemplo.

Mas aqui chegamos a um outro ponto, vinculado ao fato de que, após a formatura (ou mesmo ainda na faculdade) a realidade do mundo adulto e do mercado de trabalho se faz presente e as escolhas são bem mais racionais e maduras.

Ser um analista judiciário hoje, por exemplo, não é pouca coisa. Ao contrário, há a perspectiva de uma boa remuneração, não raro superando os vencimentos de um delegado (cargo com maior status) em várias unidades da federação por conta de funções comissionadas.

E isso só como exemplo, pois ser hoje um procurador da União ou de Estado, magistrado ou promotor está no rol dos sonhos mais dourados dos concurseiros, ao menos da área jurídica.

E daqui começamos com a primeira e elementar pergunta: qual concurso fazer?

Desta pergunta vem a primeira reflexão séria sobre estratégia. Sim! Estratégia mesmo, pois a escolha não só vai influenciar TODO o processo de preparação como também vai responder, ao menos em parte, a pergunta primeira: “o que você quer ser quando crescer?”  A sua vida, a partir desta escolha, será formatada por ela. Ou seja: seus sonhos de consumo, estabilidade, viagens, família e mais um longo et cetera derivará desta escolha.

Não é uma escolha qualquer! E não sendo, precisa ser pensada com muita calma.

De plano já dou 3 relevantes elementos a serem ponderados:

1 – A escolha do concurso, e o consequente emprego de esforços para superá-lo, fará a diferença entre o concurseiro que atira para todo lado e o concurseiro com objetivo;

2 – O alvo pretendido pode ser a escada para um outro alvo, mais acima dentro das ambições do concurseiro, mas que por agora precisa obter para si algum grau de independência;

3 – A escolha errada pode frustrar os sonhos e limitar a carreira – para sempre, influenciando em todos os aspectos da vida do então concurseiro, seja limitando-o profissionalmente ou mesmo de uma forma em que ele NUNCA passe no concurso sonhado.

Três motivos significativos, não são?

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Vamos ver o porquê disto.

Grau de dificuldade do alvo

Quando falo em grau de dificuldade e um concurso público falo em dois aspectos basilares. O primeiro é a dificuldade do processo seletivo em si, ou seja, o quanto de conhecimento e raciocínio sobre este conhecimento são necessários e o nível da concorrência. Esses são os elementos centrais daquilo que se pode entender por dificuldade.

Pergunta simples: há diferença entre o concurso para técnico judiciário e magistrado? A resposta é óbvia, e a proporção da diferença entre o nível e profundidade dos conhecimentos exigidos estão na proporção da dificuldade e responsabilidade exigidos entre as duas funções e o número de vagas disponíveis entre uma e outra função. Nem é preciso dizer que existem mais técnicos judiciários do que magistrados no país.

Essas distinções encontram um direto reflexo nos respectivos processos seletivos, e devem gerar algumas observações, tomando a hipótese acima como exemplo:

1 – O futuro concurseiro tem noção de suas reais potencialidades?

2 – Tem ciência do quanto precisa aprender e disposição para tal, envolvendo aqui tempo, dinheiro e esforço para ser aprovado?

3 – Sabe aonde quer chegar?

Vamos ser honestos: nós sabemos que nem todo candidato reúne as condições necessárias para ser aprovado, seja porque lhe falta força de vontade e persistência para tanto, seja porque teve uma base educacional precária, e isso se revela na hora de adquirir mais conhecimento a ser constituído sobre essa base prévia, ou as demandas imediatas da vida, como ter de se sustentar ou a sua família lhe rouba tempo e energia para dedicar aos estudos, ou porque não tem puramente a inteligência necessária para atingir a meta pretendida (falo em inteligência valendo-me de um conceito muito genérico em função de sequer existir um conceito pleno quanto ao que é inteligência).

Muitos atribuem aos concursos públicos o apodo de “guerra”. Não é uma guerra, não considerando a disputa entre os candidatos em si, e sim disputa interna do candidato. Um embate dele consigo mesmo para atingir o patamar da aprovação.

E aqui entre o conceito de concorrência.

Poderíamos dizer que concorrência, em concursos públicos, nada mais é do que a demanda de um determinado número de candidatos, atuando de forma totalmente independente, por um determinado número de vagas, cada qual utilizando de diferentes instrumentos de preparação para atingir um objetivo em comum: a vaga ofertada pelo Poder Público.

A concorrência pode ser negativa, quando há mais vagas do que candidatos (então seria necessário aos candidatos atingirem uma pontuação pré-determinada pelo edital Como necessária para o preenchimento da vaga), ou positiva, quando há mais candidatos do que vagas, e aqui a pontuação necessária é maior do que a determinada pelo edital, pois o conjunto de candidatos eleva a pontuação necessária para a aprovação.

Na minha visão a concorrência não é direta, e sim reflexa. Reflexa porque o conjunto de candidatos estabelece tão somente o PATAMAR de conhecimento necessário para se lograr a aprovação, e não necessariamente uma disputa direta vaga por vaga.

Essa percepção é verdadeira?

Muitos podem discordar, e teriam, sem dúvida, bons argumentos para tanto. Afinal, a concorrência é algo real. Trata-se tão somente de uma percepção.

De uma forma ou de outra, a solução para superar a concorrência NUNCA é externa. Não há um embate real, nem mesmo em um plano intelectual. A concorrência apenas delimita o patamar a ser atingido NO PROCESSO SELETIVO, e conseguir alcançar tal patamar é algo que depende exclusivamente do candidato.

Essa é uma visão mais confortável, pois retira em parte a pressão criada pelo concurso, e faz o candidato se importar única e exclusivamente com ele mesmo. Não é preciso pensar nos outros, e sim no quanto ele mesmo precisa aprender.

E quando a solução está nas próprias mãos, é mais fácil providenciar uma solução.

Só a título ilustrativo poderíamos falar rapidamente do recente concurso para juiz de Direito ocorrido na Bahia, no qual NENHUM candidato conseguiu passar da terceira etapa de uma seleção com cinco fases:

“”Após a primeira prova, em dezembro de 2012, sobraram 300 pessoas para a segunda etapa. Na terceira etapa, quando apenas 61 pessoas concorriam, a prova exigia a redação de uma sentença sobre prazos processuais e incorporação de gratificações. A nota mínima exigida era seis, mas nenhum candidato conseguiu mais do que cinco, segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5).

Danilo Gaspar foi um dos candidatos que fizeram a prova. Com cinco anos de formatura, o advogado afirma que até agora não entendeu a eliminação de todos os concorrentes.

"A prova de sentença é uma prova muito grande, muito complexa e que só pode ser feita a mão, em um prazo de quatro horas. Dentro desse contexto, espera-se também que a correção leve em conta todos esses fatores", defende o candidato.

O concurso para juiz do Trabalho pretendia preencher nove vagas que existem na Bahia para reforçar a demanda dos cerca de 1.500 processos que dão entrada todos os anos na Justiça pelo estado.

O salário inicial de um juiz trabalhista chega a R$ 14 mil, sem gratificações. Andrea Presa,  presidente da Associação dos Juízes do Trabalho (Amatra-5), reagiu com naturalidade ao resultado e citou possíveis soluções para a falta de juízes.

"Se esse resultado se confirmar, o Tribunal poderá abrir edital de remoção para que outros magistrados de outras regiões venham para suprir e abrir um outro edital desse concurso", relatou.

Taíse Bandeira, presidente da comissão de concursos da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA), aponta que os candidatos reprovados podem tentar reverter o resultado das provas na Justiça comum e que muitos deles já enviaram documento para a entidade  reclamando da dificuldade da prova.

"A reclamação era dizendo que o espelho da prova não era condizente que uma pessoa que estava pleiteando o cargo de juiz, que aquilo era uma avaliação inicial". Segundo ela, a OAB teve um representante que acompanhou e corrigiu a prova, que estaria condizente com o cargo pleiteado pelos candidatos.

Fonte: G1

Pergunta: os candidatos perderam para os concorrentes ou perderam para a banca? Ou melhor – não teriam perdido para si mesmos?

Claro que isso não se aplicaria a todos os concursos, mas é muito melhor, como afirmei antes, se preocupar consigo mesmo do que com os outros.

Então aqui nós temos, em seus termos mais basilares, a delimitação do grau de dificuldade a ser enfrentado. Dessa conceituação o futuro concurseiro deve refletir: qual a melhor escolha agora?

Estamos falando de um projeto de médio ou longo prazo? Concursos em que exigem um curto prazo de estudos ou não existem ou não são exatamente adequados para as pretensões de um concurseiro da área jurídica com um diploma na mão.

A melhor escolha envolve duas reflexões extras, além daquele que envolve a dificuldade em si. Quais sejam: quanto se deseja receber em termos de remuneração e qual o projeto de vida pessoal envolvido na escolha do respectivo ofício.

Vamos dar uma olhada na média salarial praticada em uma série de concursos públicos. Antes faço uma ressalva: não são valores exatos. A realidade varia em conformidade com a realidade das diferentes unidades e poderes da federação:

Técnico Judiciário: +/- 4 mil reais iniciais

Analista judiciário: = +/- 7 mil reais iniciais

Procurador de município: depende do município. Vai de 980 até 10 mil reais.

Procurador de Estado: talvez o melhor concurso público do país. Na maioria dos casos, também pode advogar. Salários a partir de 14 mil reais.

Procurador Federal:  salário de 15 mil reais

Magistratura estadual: entre 10 e 16 mil reais

Magistratura Federal: 23 mil reais

Promotor de Justiça: de 12 a 20 mil reais.

Procurador da República: o concurso público mais difícil do país. Vencimentos de 24 mil reais.

Qual o melhor concurso? O que paga melhor? O que dá mais prestígio? O que tem a menor carga de trabalho? O que permite, naquele momento, dar uma segurança financeira para se projetar o próximo passo?

Sim! A ambição precisa se adequar a uma estratégia e às circunstâncias pessoais do concurseiro.

Hoje o objetivo pode ser um, amanhã, outro, quando uma determinada segurança for obtida.

O importante é provocar a reflexão. A partir daqui um “mapa do caminho” precisa ser traçado, de preferência contendo objetivos claros e, acima de tudo, factíveis, levando em conta os sonhos e as condições pessoais de vida do candidato.

É o primeiro passo a ser tomado, e, tirando a força de vontade para aprender, o mais significativo.

Condições pessoais

Vou contar aqui 2 histórias para ilustrar o conceito:

1 - A filha de um político famoso aqui no DF

Ela se formou em Direito e imediatamente ingressou na advocacia eleitoral, de longe a mais rentável de todas (e mais difícil também!). Se aproveitou da posição, influência e dos contato de seu pai e começou a carreira já por cima.

Somou a isso uma verdadeira vontade de trabalhar (não se acomodou por ser filhinha do papai) e cresceu muito no ofício.

2 - Um conhecido meu

Um cara bacana, gente boa, inteligente e verdadeiramente esforçado. Passou na OAB e caiu em campo para construir sua carreira,pois não teve a sorte de nascer em berço de ouro. Como as coisas não estão fáceis ele passou a pegar toda sorte de causa, inclusive algumas bem cabeludas, com abnegação e vontade.

Mesmo assim, a carreira não deslanchou e ele, após alguns anos, partiu para o universo concurseiro.

Nos dois casos tivemos pessoas esforçadas, com vontade real de vencer, mas resultados completamente diferentes. Neste ponto talvez vocês já devem ter intuído que ambos NÃO partiram do mesmo ponto em comum.

Nenhum dos dois tem "culpa" por terem nascido como nasceram, mas a advogada, independentemente disto, fez valer a vantagem social e alavancou a carreira pessoal e profissional.

E ele fez bem!

O mundo, gostemos ou não, é feito de diferenças e sempre será assim. Cada um tem perfis e características próprias, personalíssimas, e delas pode tirar proveito pessoal ou, o que também é muito comum, podem ser arrastados para baixo por conta de suas características particulares.

Falo aqui de todos os fatores sociais capazes de influenciar no jogo da colocação profissional: sexo, cor, opção sexual, formação educacional, ideologia, família, e mais um longo etc. Tudo, absolutamente tudo, influencia no processo.

É preciso ter a mais absoluta e plena consciência disto para poder não só se situar mas, também, utilizar o que for vantajoso em benefício próprio como também tentar, da melhor forma, mitigar os efeitos de eventuais desvantagens.

Em regra, e admitir isso é importante, o mercado costuma ser cruel e nem um pouco complacente. Logo, se pensar como pessoal com defeitos e potenciais é extremamente importante pois a partir daí vocês poderão utilizar as condições pessoais em proveito próprio, vinculando isto, evidentemente, a carreira.

Vocês podem querer ser concurseiros, mas e se também tiverem que trabalhar? Um possível concorrente, que tem o "paitrocínio", não vai precisar trabalhar.

Justo? Injusto?

Isso pouco importa: o sistema vai ignorar essa diferença.

Pensem nisso!