Advocacia

Salário injusto faz mal ao coração, aponta pesquisa

Salário injusto faz mal ao coração

Se olharmos os valores ofertados aos jovens advogados podemos entender bem a frustração de praticamente todos, especialmente pensando no lógica do título deste post.

O salário injusto na advocacia chega a ser uma obviedade, e não é para menos, afinal:

1 – Temos 1308 faculdades de Direito no Brasil, que formam aproximadamente 100 mil novos bacharéis por ano;

2 – Ultrapassamos em novembro passado a marca de 1 milhão de advogados, o que não é pouca coisa;

3 – Segundo o CNJ existem cerca de 100 milhões de processos em trâmite no país, em dados de setembro de 2015. Seria praticamente 100 processos para cada advogado no país. Mas nós sabemos que essa divisão é apenas teórica. Poucos escritórios concentram muitos processos.

O reflexo disto é evidente. Vemos ofertas salarias patéticas oferecidas pelo mercado. Diligências e mesmo audiências a R$ 20,00 são uma prova viva disto.

Outra sintoma aparece nas ações da própria OAB, que precisa criar verdadeiras campanhas para que o óbvio seja implementado. As imagens abaixo refletem isto:

Se a questão dos honorários advocatícios fosse segura e estável, esse tipo de campanha seria necessária? Essa é a pergunta.

De uma forma ou de outra, a verdade é cruel: o mercado nunca está errado.

Mais do que isto: o mercado vai te fazer sofrer!

Vejam esta notícia, publicada hoje na Forbes Brasil:

Salário injusto faz mal ao coração, aponta pesquisa alemã

Uma pesquisa feita por economistas e médicos da Universidade de Bonn na Alemanha, constatou que salários considerados injustos têm impacto direto na atividade cardíaca e causam deterioração da saúde no longo prazo. O estudo foi publicado na primeira página do jornal mais popular do país, o “Bild”.

Além de dados econômicos, a pesquisa utilizou um experimento de laboratório com 80 alunos divididos em equipes de duas pessoas, a partir de “chefes” e “trabalhadores”.

Durante o trabalho, os funcionários tiveram 25 minutos para resolver tarefas de computação monótonas, enquanto os chefes foram autorizados a relaxar, por exemplo.

Quanto mais números corretos eram adicionados à tarefa, mais dinheiro a equipe acumulava. Em seguida, os chefes compartilharam os lucros entre os dois, enquanto no geral o trabalhador embolsou uma parte bem menor do lucro.

Essa injustiça causou estresse, que os cientistas alemães mediram pela variabilidade da frequência cardíaca, indicando um aumento do risco de doença cardíaca motivado pelo sentimento de injustiça.

Fonte: Forbes Brasil

Sim! Salário ruim é um grande desestímulo!

E também é reflexo de que algo não está bem na carreira.

Se um advogado ganha um salário de apenas R$ 1.000,00, é porque isso deriva da condição pessoal dele. O mercado está aí e continuará onde está; profissionais ávidos pelo seu emprego existem aos montes e não deixarão de existir, e isso não só na advocacia, diga-se de passagem.

O importante é, o quanto antes, investir em si mesmo e trabalhar para conseguir vencer as dificuldade do início da profissão. Receber pouco é ruim, faz mal, mas quem tem um projeto e trabalha de fato nele tem para si uma coisa muitíssimo importante: a esperança!

E quem trabalha com esperança por dias melhores superar muitas dificuldades.

Trabalhem e tenham fé!

 

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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