Como se Preparar para a Prova

Quantas peças práticas tenho de elaborar semanalmente até o dia da prova?

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Quantas peças práticas um candidato tem de fazer por semana em seu processo de treinamento até o dia da prova da 2ª fase?

O que seria o ideal?

Essa pergunta pode estar grassando a mente de vários candidatos, em especial por conta do tempo restante até o dia da prova. Quem já vem estudando há algum tempo pode achar, ao longo do processo de preparação, que já esgotou todo o conteúdo e já estaria pronto para a prova.

Talvez sim, talvez não.

O que seria, inclusive, “estar pronto” para a prova?

Eu acredito que é impossível se achar 100% pronto para fazer a prova, mas, em regra, quem se acha pronto vai para a prova seguro, confiante. Esta seria a constatação emocional de uma percepção técnica.

Estar pronto mesmo envolve, por assim dizer, o domínio de TRÊS habilidades técnicas:

1 – Segurança na elaboração de TODAS as peças práticas da área;

2 – Segurança quanto ao domínio do vade mecum;

3 – Ter um bom domínio do Direito Material.

Ter um bom domínio do Direito Material é um desdobramento do domínio do vade mecum. Ninguém vai para a prova sem o seu código, e ninguém deve estudar sem consultá-lo permanentemente.

E esse domínio também é adquirido pela simples prática, consequência do conteúdo assimilado nas aulas e na leitura do material didático.

Evidentemente, aqui, o candidato tem de ter a noção que NÃO basta somente acompanhar as aulas e fazer o que o professor pede. Isso é tão somente exercer uma auto-limitação.

É preciso ir além, querer mais, buscar, exatamente, uma preparação extra que assegure uma excelente confiança no dia da prova.

Afora o estudo convencional, no curso, no mínimo, como atividade extra (Ou seja, além daquilo pedido pelo seu professor) o examinando precisa resolver por conta própria de 5 a 7 peças práticas por semana para, efetivamente, construir com consistência sua preparação e a sua confiança, derivada, exatamente, de uma boa preparação.

De 5 a 7 peças por semana? Não seria demais?

Tudo depende do ponto de vista. Talvez uns achem que mais peças precisam ser resolvidas. Outros, de menos. Eu acho que, dentro do período do preparação para a prova – sempre curto, por sinal – um esforço extra precisa ser empregado para a aprovação ficar bem mais próxima.

Mais deve ser feito, independentemente das aulas, simulados e peças passados pelo professor. De 5 a 7 peças semanais, ao meu ver, feitas como “extras”, seria um volume adequado para o candidato.

E onde arranjar esse material extra para estudar?

Em primeiro lugar, e de forma mais fácil, nos livros de 2ª fase que existem no mercado, não só do seu professor de curso, se for o caso, como também o de outros professores, com materiais distinto daquele que você está estudando. Talvez seu professor não fique exatamente feliz com isso, mas seu compromisso não é com ele, mas sim consigo mesmo. Seu professor orienta e você estuda, pegando todo o material disponível para poder incrementar sua preparação.

Depois, também de forma mais fácil, pegando provas anteriores da OAB. No link abaixo, bem cnhecido porvocês, estão todas a da era FGV:

http://oab.fgv.br/

Se por um acaso vocês acharem peças do tempo do CESPE, dispense-as. O grau de dificuldade na era FGV é significativamente MAIOR se compararmos com o CESPE. Treino, em hipótese alguma, deve ser fácil.

E, por fim, uma pesquisa nos sites do Tribunais Superiores pode proporcionar um leque imenso de teses e questões a serem trabalhadas.

Um acórdão, por exemplo, representa uma pequena aula em si mesmo. Pegar a tese do acórdão e transformar em peça, qualquer peça, é algo fácil de fazer – excluindo a parte trabalhosa, de ler e pesquisar.

E aqui fica a dica final:

NÃO se contentem somente com o curso, qualquer que seja ele. Quem quer muito alguma coisa busca ir além do que lhe é oferecido. O curso preparatório é o guia básico para a preparação. Alguns, como os cursos do Portal, dão um volume imenso de conteúdo, ministrado por professores altamente capacitados.

Excelente!

Mas, mesmo assim, o treino não precisa ficar adstrito ao que o professor ministra no curso. O candidato precisa ir além, precisa buscar mais, e certamente assim incrementará a sua preparação, conseguindo um plus acima dos demais.

Não é, evidentemente, uma competição com os outros, mas sim uma competição consigo mesmo.

“Mas Maurício, o rojão assim não ficaria grande demais? Não ficaria muito pesado?”

Óbvio que fica pesado, cansativo e mesmo estressante. Mas, como ressaltei acima, o lapso entre a aprovação e a prova é curto, bem curto. Esse tempo curto não justifica um sacrifício com data certa e próxima para acabar? A meta a ser atingida – a carteira da OAB – não vale este sacrifício?

Responda para si mesmo a pergunta: “o quanto vale para mim a carteira da OAB?”

A proporção do seu estudo deverá ser diretamente proporcional a resposta.

Você decide.

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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