Análise de Prova Subjetiva Motivacional

As preocupações que vocês não devem ter nesta reta final de estudo da OAB

Um número considerável de candidatos nesta reta final de estudo da OAB tem perguntado se a próxima prova será mais difícil que a anterior, em função da percepção de uma boa aprovação na última 1ª fase.

A preocupação sempre guarda uma ligação com um certo paralelismo existente no Exame: se uma fase vem mais fácil, a outra carrega um pouco mais no peso.

Esse percepção, é bom frisar, não é uma regra absoluta.

Há alguns anos atrás, de fato, ela era bem perceptível. Mas recentemente deixou de ser óbvia e essa vinculação ficou difícil de perceber.

Isso até a prova do XXI Exame. Como tivemos uma primeira fase bem difícil, de fato a prova subjetiva foi mais tranquila se comparada com as provas de 2ª fase das edições anteriores.

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Mas isso, não tenham dúvida, foi uma exceção.

Considerem o seguinte: em regra todas as provas têm uma parte que não aparece muito nas recorrentes polêmicas do Exame, o chamado “miolo da prova” (fundamento de direito material das peças e questões) pois estes têm sempre mantido um padrão, e não dá para serem chamados de algo fácil ou simples.

Essa percepção (e revelação) talvez assuste alguns candidatos, mas não deveria.

Claro! É natural que a tensão e a ansiedade pela prova influenciem o emocional na reta final de preparação. Na verdade, e vamos ser honestos, é mesmo meio difícil pensar em outra coisa. Tem gente, sem exageros, que até sonha com a prova.

E, a partir de qualquer inferência em dados anteriores do Exame, começa a projetar toda a sorte de possibilidades para a prova do dia 28/05.

É meio que uma neurose.

O aspecto emocional, e isso não é segredo para ninguém, pesa muito durante a preparação e, evidentemente, na hora da verdade. Muitos de vocês, influenciados sobre os dados do Exame da OAB, ficam assustados e acham que a próxima prova sempre será a pior, ou acham que nunca estão prontos, ou que não vai dar tempo de estudar tudo.  

Em suma: muitos alimentam de forma contínua os próprios medos.

A preocupação reta final de estudo da OAB faz e não faz sentido.

Faz sentido em função de um histórico do Exame faz com que muitos candidatos fará com que a FGV aplique uma prova mais cascuda para, digamos, manter um padrão de aprovação relativamente linear a cada edição.

Para se manter um padrão estatístico qualquer é preciso, evidentemente, se estabelecer um controle.

Mas vejam que a média geral final de aprovação de todas as edições, 18,5%, não é resultado de resultados estatisticamente homogêneos ao longos das edições do Exame Unificado. Em umas, marcadas em vermelho, os percentuais de aprovação foram maiores e, em outras, menores.

Ou seja: o resultado final de um Exame de Ordem passa por flutuações, a depender das estatísticas tanto da 1ª fase como da 2ª.

NOTA: aqui parto da premissa que o grau de dificuldade é mensura exclusivamente pelos percentuais de aprovação. Dificuldade é sempre um conceito subjetivo; já a análise pelas estatísticas é sempre objetiva e quantificável.

Logo, a preocupação também NÃO faz sentido porque a próxima 2ª fase pode estar em uma “zona de flutuação positiva” e os percentuais podem oscilar para cima.

Ninguém sabe como a prova será, evidentemente. Logo, não faz sentido neurotizar com uma prova cujos sinais, até agora, não são ruins para vocês.

Acho, e acho de coração, que agora é o momento de cada candidato assumir uma simples verdade: cada um está diante de uma grande chance de ser aprovado no Exame de Ordem.

E é uma grande chance pelos seguintes motivos:

1 – Sempre, sempre e sempre a aprovação é resultado do mérito individual e pessoal. Será cada um de vocês que estarão ali na hora da verdade;

2 – Prova nenhuma, em época alguma, será capaz de derrubar o candidato muito preparado. Quem estuda FAZ a prova e molda sua aprovação;

3 – A FGV e a OAB realmente querem evitar problemas na 2ª fase, ESPECIALMENTE porque eles são muitíssimo mais problemáticos em comparação com a 1ª fase. Problemas na 2ª fase costumam virar guerras entre os candidatos e a banca. Claro, problemas aconteceram em quase todas as edições, mas nas últimas ediçõesa qualidade da prova, inegavelmente, subiu.

4 – Sim, problemas ocorrem, mas não são generalizados há muito tempo. Pode ser que aconteça algo, mas vai ficar restrito a uma ou, no máximo, duas disciplinas. Não podemos precisar quais, evidentemente, mas isso significa que a maioria dos candidatos não vão enfrentar maiores problemas.

5 – As reclamações no Exame de Ordem sempre ganham repercussão, mas o que acontece de bom em termos de qualidade, não. Logo, e acreditem em mim, existem mais aspectos positivos do que negativos nas provas.

Aliás, depois do X Exame de Ordem, o mais conturbado de todos, o zelo na condução da prova subiu muito.

Então eu vou achar o que eu sempre acho, mais uma vez: o candidato bem preparado faz seu caminho até a aprovação!

Isso é de uma obviedade meio explícita, não é?

É sim!

E o que é ser “bem preparado?” Vamos lá:

1 – É ter domínio da sistemática processual de sua disciplina, sabendo identificar a partir do caso em concreto a solução processual adequada;

2 – É ter o domínio e facilidade de manuseio do vade mecum, sabendo identificar todos os pontos de Direito material e processual cobrados na prova;

3 – É ter resolvido muitas peças e questões, ou seja, estar familiarizado com a natureza da sua disciplina e a forma como ela é cobrada na prova;

4 – E é, entre tudo, ter uma boa dose de AUTOCONFIANÇA.

E aqui, neste exato ponto, o fator autoconfiança necessariamente deve obliterar por completo qualquer medo decorrente da futura perspectiva da prova.

Agora, jovens, é hora de cada um focar a si mesmo e entrar de cabeça na preparação!

Esqueça todo o resto, em especial as especulações. A prova pode ser algo, mas ninguém tem como saber mesmo. É alimentar uma fonte desnecessária de ansiedade.

Faltam 12 dias para a prova. Dá para concluir a preparação e azeitar a máquina. Vocês devem fazer a sintonia fina neste tempo e resolver toda a sorte de exercícios, além de reforçar o lado doutrinário.

Deixem todos de lado qualquer prognóstico assustador e apostem em apenas uma coisa: na própria capacidade!

Lembrem-se que existem fatores que vocês não controlam, em especial a forma como a prova é feita. Se isto não é passível de controle, então não deve ser objeto de receio.

A prova pode vir como vier, a missão de vocês é a de serem aprovados!

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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