Como se Preparar para a Prova

Estudar os pontos fortes ou os fracos para a OAB?

Estudar os pontos fortes ou os pontos fracos para a OAB

Estudar os pontos fortes ou os fracos para a OAB? Agora que entramos finalmente na reta final de preparação e o tempo está no final, faltando apenas 2 semanas para a prova, é preciso começar a priorizar o estudo do conteúdo. O tempo deve ser usado para fazer os ajustes finais na preparação, e os ajustes dependem, em larga medida, da compreensão do conteúdo estudado e do que foi efetivamente apreendido. É a análise de desempenho, conceito de estatística e administração que importei para o Exame de Ordem.

Com a resolução dos simulados e de provas anteriores vocês agora devem ter uma noção do atual estágio de preparo. A mensuração de desempenho, portanto, tem o condão de mostrar as virtudes e as deficiências.

A partir do reconhecimento dos pontos fortes e fracos, o candidato tem de se fazer análise:

1 – Os pontos fortes são o suficiente para assegurar no mínimo 48 acertos na prova? Ou seja, 60% da pontuação total?

Porque 60%? A ideia é, como já escrevi em outras oportunidades, é ter uma gordura para queimar considerando a probabilidade de erro. Esses 60% é uma margem mínima de segurança no caso, exatamente, da falibilidade do ser humano.

Se o candidato nos simulados e nas provas está ali na faixa dos 40 pontos, o risco para ele é bem maior. Um desempenho acima dos 40% é importantíssimo.

Daqui partimos para o ponto 2:

2 –  Compensa mais reforçar o que se sabe ou partir para as disciplina cujo desempenho não foi bom?

Se o candidato tem uma média de acertos na casa dos 60% ele tem a margem para fazer duas escolhas: reforçar o que já sabe, com muita revisão, ou tentar ampliar a margem e atacar os pontos fracos. Qualquer uma das escolhas é aceitável.

Mas se o candidato está na faixa dos 38-42 pontos, em especial abaixo dos 60%, aí recomendo o estudo de disciplinas em que o desempenho não é bom. É importante conseguir pontos onde o conhecimento não é tão consistente. Aqui a escolha é mais óbvia, pois reforçar o que já se sabe não tem a propensão de modificar o desempenho final de forma relevante.

Isso é importante!

E, uma vez de posse da compreensão das próprias virtudes e debilidades, quais disciplinas atacar?

Este é um ponto NEVRÁLGICO!

O candidato não pode fazer qualquer escolha, seguindo dicas que indicam genericamente as disciplinas a serem estudadas. A escolha é CUSTOMIZADA, ou seja, personalíssima em função da averiguação das próprias capacidades! A escolha é baseada no próprio desempenho, na quantidade de questões e no volume de conteúdo a ser estudado.

Ou seja: neste caso, fórmulas prontas ATRAPALHAM ao invés de ajudar!

Vamos avaliar isso de forma prática!

Primeiro vamos ver como é a distribuição de questões na prova objetiva:

Ética é um caso a parte e não será abordado aqui. Essa disciplina deve ser estudada somente a partir da quinta-feira da semana da prova. No momento ela não é o foco.

No mais, o candidato deve fazer a seguinte ponderação: quais disciplinas ele deve dar um enfoque especial, considerando aqui o que ele domina, o que ele não domina, o peso das disciplinas escolhidas em função da prova e o volume de conteúdo a ser estudado.

Direito Civil e Processo Civil, por exemplo, possuem um conteúdo bem extenso. Compensa estudar essas duas disciplinas agora, mesmo que o desempenho nelas não tenha sido bom?

Por sua vez, Filosofia tem um conteúdo mais complicadinho e só exigem 2 questões. Como pensa estudar?

Entrar de corpo e alma em Direito do Consumidor vai impactar severamente no desempenho? Talvez Direito Processual do Trabalho traga melhores frutos, caso o desempenho nesta disciplina não seja dos melhores neste momento. Afinal, enquanto em um só caem duas questões, no outro são cobradas seis questões.

Que tal, em termos de perspectiva, olharmos o desempenho médio por disciplina dos examinandos ao longo das edições do Exame de Ordem unificado. Esses dados podem ajudar na hora de decidir:

A partir daí vocês devem fazer essa ponderação. É muito cômodo oferecer respostas prontas, mas o candidato tem de ter a compreensão de que possui suas próprias particularidades, e dicas e respostas genéricas são cômodas, mas não exatamente eficientes.

Reflitam com calma e façam a melhor escolha sempre tendo em mente o próprio desempenho, as virtudes e possíveis limitações.

E não se esqueçam! Independentemente da escolha agora é hora, mais do que nunca, de resolver muitas questões para verdadeiramente entrar no ritmo da prova!

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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