Como se Preparar para a Prova

As redes sociais atrapalham os seus estudos? Vejam como combater isso!

redes-sociais

Redes sociais, a grande febre da internet desde os tempos do finado Orkut! Papai, mamãe, titia, amigos, primos, chegados, paqueras, desafetos, filhos e sobrinhos todos navegando em seus celulares ou computadores!

Tudo muito legal, mas com suas armadilhas.

As redes sociais viciam, e viciam muito, atrapalhando os estudos.

Reparem só na média de permanência das pessoas nas redes sociais, em dados de novembro de 2014, segmentada por redes sociais:

percentual

s

tempo

Mas esse é o tempo médio, considerando usuários ativos e inativos. Certamente, em especial com a facilidade proporcionada pelos celulares, o tempo gasto nas redes é muito maior.

E isso pode atrapalhar MUITO os estudos.

Vejam só, por exemplo, o que está acontecendo no estado do Rio de Janeiro: mais da metade dos universitários navega em uma rede social durante a aula!

Uma pesquisa conduzida pelo publicitário Douglas Azevedo – “Dependência ou autonomia? Um estudo sobre o comportamento dos universitários no Facebook” –  entre 508 universitários, mostrou que mais da metade – 52,3% – acessava livremente as redes sociais DURANTE a aula.

Vejam só os dados revelados pela pesquisa:

  1. 92,3% do total se consideram heavy users das redes sociais (+de 6 horas diárias de uso);
  2. 87% relataram ter experimentado alguma dificuldade de aprendizado em sala por estar on-line no Facebook;
  3. 19% confessaram contar os problemas citados na pesquisa (déficit de atenção, dificuldade de concentração, falha na assimilação do conteúdo e esquecimento);

Um trecho revelador desta pesquisa mostra o quanto o facebook influencia no mundo real e nas emoções:

  1. 65% já excluíram pessoas por causa de conteúdos conflitantes com suas crenças;
  2. 18% deixaram de falar na vida real com alguém porque foram excluídos;
  3. 18% dos estudantes afirmaram sentir inveja e abatimento ao ver imagens dos amigos felizes;
  4. 82% têm mais do que 30 imagens pessoais no perfil;
  5. 56% expõem mais de cem fotografias;
  6. 67% já bisbilhotaram o perfil dos ex-namorados(as);
  7. 47% já discutiram com namorado(a) por causa de comentários e fotos na rede social

Resumindo: o facebook vicia!

E vicia mesmo!

Um estudo publicado em agosto de 2013 no site Frontiers In Human Neuroscience revelou a existência de um vínculo entre o desejo de usar o Facebook, a rede social mais importante hoje, e o de se construir uma reputação porque as duas atividades estimulam a mesma região do cérebro, os chamados núcleos de accumbens.

Os núcleos de accumbens são responsáveis também pelo mecanismo de recompensas vinculados a atividades básicas como comer, fazer sexo, apostar, consumir álcool e usar drogas.

Há um prazer em se usar o facebook, e por isso mesmo ficar longe da rede causa a mesma reação de quem está sofrendo de abstinência: daí a necessidade de permanecer conectado por tanto tempo.

Os pesquisadores descobriram que o uso do face produz uma reação reação prazerosa quando o usuário vê sua reputação na rede aumentar.

Para o pesquisador Dar Meshi,neurocientista da Universidade Livre de Berlim e principal responsável pela pesquisa, nós, seres humanos, “evoluímos para nos preocupar com a nossa reputação e, no mundo de hoje, uma das formas que podemos gerir a nossa reputação é usando sites de redes sociais, como o Facebook.”

O vício portanto seria uma derivação à necessidade de atenção demandada por uma pessoas, e isso tem reflexos neurofisiológicos.

A imagem abaixo mostra o resultado da sensação de satisfação no núcleo accumbens de um voluntário ao usar o facebook:

Fig4g

A correlação das duas análises acima confirmam que o uso do Facebook é o núcleo accumbens da esquerda, dando uma resposta ao estímulo pelos ganhos de reputação entre os participantes.

Isso certamente pode ser aplicado na lógica do uso de QUALQUER rede social.

Essa é uma questão SÉRIA!

Se você usa o celular enquanto dirige para entrar em uma rede social, se acorda e a 1ª coisa que faz é olhar o celular, se em uma mesa de bar fica mais tempo no celular teclando do que conversando com os amigos, se fica de 5 em 5 minutos conferindo o chat e, evidentemente, se os estudos não fluem de forma ininterrupta por conta da necessidade de se conferir o face, então algo está errado.

A pergunta elementar é: você sente que as redes sociais atrapalha a sua vida? Ou melhor, de forma mais específica: o face atrapalha seus estudos?

Se a resposta for um honesto “sim”, então é preciso fazer alguma coisa!

Seguem algumas dicas para se lutar contra o vício:

1 – Reconheça a existência do vício.

O reconhecimento é pessoal. Não precisa contar para ninguém. Simplesmente faça sua autocrítica e reconheça o problema. Não dói, não é humilhante e não vai te tirar um pedaço.

Se não quiser se chamar de viciado, autonomeie-se “heavy user”. Chega até ser chique!

2 – Mensure o tempo desperdiçado

Quanto tempo é gasto por dia no face? O tempo gasto é revertido em alguma coisa? Tem finalidade profissional ou pedagógica?

Em caso negativo, o tempo gasto pode ser considerado como tempo desperdiçado.

Não que isso seja ruim em si! Aqui não estou propondo o corte absoluto do facebook ou de outras redes, e sim a tomada de consciência do  prejuízo de tempo. Com isso, a motivação para se estabelecer o controle aumenta.

3 – Estabeleça uma rotina de uso das redes

Use as suas redes, mas use-as com mais parcimônia. A curiosidade em conferir as mensagens é terrível, mas em regra elas, as mensagens, não têm conteúdo de relevância. Aumente gradativamente o tempo de conferência das mensagens e da timeline para um intervalo de tempo razoável.

O razoável é aquilo que não prejudica suas demais atividades.

4 – Combine com seus amigos momentos específicos para conversar

De repente, no meio da tarde, você começa um papo animado com alguém e entra de cabeça nele. Em regra acontece com os melhores amigos ou os paqueras.

Controle-se!

Perceba quando a conversa está tomando tempo, ou tem o potencial para tal e diga simplesmente que está enrolado ou surgiu alguma obrigação. Retome o papo quando for possível e quando isso não lhe prejudicar os estudos.

5 – Desative as notificações das redes sociais

Vocês está concentrado quando repentinamente pipoca uma mensagem no chat ou no celular – alguém quer falar com você ou algo importante foi publicado.

Corte isso!

Estabeleça uma rotina conferência e seja fiel a ela.

É óbvio que a rotina vai ser prejudicada se você SABE que uma mensagem está prontinha esperando para ser lida. Resistir a esse chamado é complicadíssimo.

Logo, desative todas as notificações. O que o ouvido não escuta o coração não sente!

——-

Certamente existem outras formas de conter a ânsia por estar plugado no face. Não sugiro uma ruptura total porque sei o quanto isso é difícil (eu mesmo passo por essa dificuldade) e também porque estar em uma rede social é, hoje, algo importante.

O face, ou qualquer outra rede, fazem parte do mundo atual, e radicalizar não é um bom caminho. O importante é assumir o controle do uso das redes sociais, estabelecer os próprios limites e não permitir que as demais atividades do cotidiano sejam prejudicadas,em especial quando falamos do tempo dedicado aos estudos.

Quem está fazendo o Exame de Ordem ou algum concurso deve ter em mente que a VERDADEIRA prioridade é encontrada na sala de aula e nos livros.

Reflitam bem e tomem uma atitude!

Com informações do OGlobo.

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

Newsletter