Análise de Prova Subjetiva Motivacional

As preocupações que vocês não devem ter nesta reta final de estudo

antes da prova da OAB

Um candidato me perguntou se a prova da 2ª fase, ao contrário do que muitos estão pensando, vai vir tão pesada quanto a prova da 1ª fase, pois para ele a OAB havia “perdido o medo” de reprovar os candidatos.

Faz sentido e não faz.

De fato, com o passar dos anos, o medo de reprovar tem sido mitigado. A última primeira fase foi terrível o suficiente para a banca anular de ofício 2 questões, para evitar também a divulgação de uma estatística pavorosa, e mesmo assim a reprovação foi elevadíssima.

A percepção de alguns examinandos é de que a 2ª fase vai vir fácil porque a 1ª foi casca-grossa. Mas outros não colocam fé nisto, em especial porque a 2ª fase da OAB ultimamente não tem sido nenhuma flor.

Aliás, ontem tracei um breve resumo sobre o que tem sido a 2ª fase nas últimas edições.

Duas semanas para a prova da 2ª fase! O que esperar dela?

Um elemento importante para ser ponderado: a parte que não costuma entrar nas polêmicas, o chamado “miolo da prova” (fundamento de direito material das peças e questões) tem sempre mantido um padrão, e não dá para ser chamado nunca de fácil ou simples.

Essa percepção, talvez, assuste alguns candidatos.

Claro! É natural que a tensão e a ansiedade pela prova influenciem o emocional na reta final de preparação. Na verdade, e vamos ser honestos, é mesmo meio difícil pensar em outra coisa. Tem gente, sem exageros, que até sonha com a prova.

E, a partir de qualquer inferência em dados anteriores do Exame, começa a projetar toda a sorte de possibilidades para a prova do dia 22.

É meio que uma neurose.

O aspecto emocional, e isso não é segredo para ninguém, pesa muito durante a preparação e, evidentemente, na hora da verdade. Muitos de vocês, influenciados sobre os dados do Exame da OAB, ficam assustados e acham que a próxima prova sempre será a pior, ou acham que nunca estão prontos, ou que não vai dar tempo de estudar tudo.  

Em suma: muitos alimentam de forma contínua os próprios medos.

A preocupação com a futura prova faz e não faz sentido.

Faz sentido em função de um histórico do Exame faz com que muitos candidatos fará com que a FGV aplique uma prova mais cascuda para, digamos, manter um padrão de aprovação relativamente linear a cada edição.

Para se manter um padrão estatístico qualquer é preciso, evidentemente, se estabelecer um controle.

Mas vejam que a média geral final de aprovação de todas as edições, 18,5%, não é resultado de resultados estatisticamente homogêneos ao longos das edições do Exame Unificado. Em umas, marcadas em vermelho, os percentuais de aprovação foram maiores e, em outras, menores.

Ou seja: o resultado final de um Exame de Ordem passa por flutuações, a depender das estatísticas tanto da 1ª fase como da 2ª.

NOTA: aqui parto da premissa que o grau de dificuldade é mensura exclusivamente pelos percentuais de aprovação. Dificuldade é sempre um conceito subjetivo; já a análise pelas estatísticas é sempre objetiva e quantificável.

Logo, a preocupação também NÃO faz sentido porque a próxima 2ª fase pode estar em uma “zona de flutuação positiva” e os percentuais podem oscilar para cima.

Ninguém sabe como a prova será, evidentemente. Logo, não faz sentido neurotizar com uma prova cujos sinais, até agora, não são ruins para vocês.

Acho, e acho de coração, que agora é o momento de cada candidato assumir uma simples verdade: cada um está diante de uma grande chance de ser aprovado no Exame de Ordem.

E é uma grande chance pelos seguintes motivos:

1 – Sempre, sempre e sempre a aprovação é resultado do mérito individual e pessoal. Será cada um de vocês que estarão ali na hora da verdade;

2 – Prova nenhuma, em época alguma, será capaz de derrubar o candidato muito preparado. Quem estuda FAZ a prova e molda sua aprovação;

3 – A FGV e a OAB realmente querem evitar problemas na 2ª fase, ESPECIALMENTE porque eles são muitíssimo mais problemáticos em comparação com a 1ª fase. Problemas na 2ª fase costumam virar guerras entre os candidatos e a banca. Claro, problemas aconteceram em quase todas as edições, mas nas últimas ediçõesa qualidade da prova, inegavelmente, subiu.

4 – Sim, problemas ocorrem, mas não são generalizados há muito tempo. Pode ser que aconteça algo, mas vai ficar restrito a uma ou, no máximo, duas disciplinas. Não podemos precisar quais, evidentemente, mas isso significa que a maioria dos candidatos não vão enfrentar maiores problemas.

5 – As reclamações no Exame de Ordem sempre ganham repercussão, mas o que acontece de bom em termos de qualidade, não. Logo, e acreditem em mim, existem mais aspectos positivos do que negativos nas provas.

Aliás, depois do X Exame de Ordem, o mais conturbado de todos, o zelo na condução da prova subiu muito.

Então eu vou achar o que eu sempre acho, mais uma vez: o candidato bem preparado faz seu caminho até a aprovação!

Isso é de uma obviedade meio explícita, não é?

É sim!

E o que é ser “bem preparado?” Vamos lá:

1 – É ter domínio da sistemática processual de sua disciplina, sabendo identificar a partir do caso em concreto a solução processual adequada;

2 – É ter o domínio e facilidade de manuseio do vade mecum, sabendo identificar todos os pontos de Direito material e processual cobrados na prova;

3 – É ter resolvido muitas peças e questões, ou seja, estar familiarizado com a natureza da sua disciplina e a forma como ela é cobrada na prova;

4 – E é, entre tudo, ter uma boa dose de AUTOCONFIANÇA.

E aqui, neste exato ponto, o fator autoconfiança necessariamente deve obliterar por completo qualquer medo decorrente da futura perspectiva da prova.

Agora, jovens, é hora de cada um focar a si mesmo e entrar de cabeça na preparação!

Esqueça todo o resto, em especial as especulações. A prova pode ser algo, mas ninguém tem como saber mesmo. É alimentar uma fonte desnecessária de ansiedade.

Faltam 12 dias para a prova. Dá para concluir a preparação e azeitar a máquina. Vocês devem fazer a sintonia fina neste tempo e resolver toda a sorte de exercícios, além de reforçar o lado doutrinário.

Deixem todos de lado qualquer prognóstico assustador e apostem em apenas uma coisa: na própria capacidade!

Lembrem-se que existem fatores que vocês não controlam, em especial a forma como a prova é feita. Se isto não é passível de controle, então não deve ser objeto de receio.

A prova pode vir como vier, a missão de vocês é a de serem aprovados!

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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